Fabiana Comerro: Showdown

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Vídeo 1: Introdução

Vídeo 2: Simulação da Partida

Vídeo 3: Primeiro Set da Partida

Vídeo 4: Intervalo

Vídeo 5: Final da Partida

Show Down

Fabiana Comerro: Fisioterapêuta na cidade de Torino, Itália

Notas iniciais:

Essa palestra deveria ser feita pelo meu pai, Claudio Comerro, técnico da seleção italiana de showdown. Ele treinou os atletas da seleção masculina e femenina, inclusive aqueles que demonstraram o jogo no video, até 2015, ganhando muitas competições nacionais, europeias, e também os jogos paralimpicos IBSA de Seoul em 2015 com um segundo lugar. Além da seleção italiana, era técnico de um equipo na cidade onde morava. Adorava esse esporte e dedicava muito tempo aos atletas, e continuaria até hoje con esse trabalho, mas infelizmente teve que parar de repente por causa de um cancer que o obrigou a ficar inválido das pernas, e depois de muitas terapias farmacológicas que pareciam dar ótimos resultados, uma reabilitação longa e dificil mas com a qual estava quase conseguindo voltar a sua vida normal, voltou mais agressivo que antes e o levou a morte em agosto de 2017.

Eu, como filha dele, mesmo não praticando o showdown, com essa pequena palestra quero lembrar o meu pai e continuar uma parte muito pequena do trabalho dele e sobretudo da sua vontade. Um dos seus grandes desejos, seria que o showdown fosse conhecido, divulgado e praticado pelos cegos no mundo inteiro. Por isso, espero com essa breve descrição do esporte e com a preciosa ajuda dos atletas que ele treinava, contribuir na realização desse sonho. Cabera depois as federações esportivas de cada país implementar os procedimentos necessários pro showdown se tornar um esporte internacional.

Sobre o Show Down

O show down é um esporte planejado pra pessoas com deficiencia visual, mas não é necessario ser cego ou ter baixa visao pra pratica-lo. As vezes, é confundido com o ténis de mesa para cegos, por que é um jogo de mesa, mas não tem o mesmo sistema de marcação de pontos. Os pontos mais importantes, ou goals, são marcados quando a bola entra em uma rede em forma de bolso.Podem praticar esse esporte seja pessoas com deficiencia visual, seja pessoas com outras deficiencias, seja pessoas sem nenhuma deficiencia, desafiando-se, um jogador contra um outro, sem tomar conta das condições de cada um. A unica regra que deve ser rigorosamente respeitada, é que todos os jogadores, indipendente de qualquer grau de visao, tem que colocar nos seus olhos uma mascara escura como venda pra se tornar na condição de deficientes visuais totais.

Em 1977 o senhor Joe Lewis, um cego canadense, teve a ideia de inventar um esporte que pudesse ser praticado por deficientes visuais como ele, seja por lazer seja por competição, sem necessidade da assistencia de um vidente. Patrick York, um outro atleta cego, colaborou junto com Lewis no planejamento da mesa e do equipamento e na definição das reglas.

O primeiro jogo de showdown aconteceu em 1980, e foi lançado a nivel internacional nas olimpiadas para deficientes do mesmo ano em Arnhem, Hollanda, somente como esporte de lazer.

O interesse para o showdown foi aumentando sempre mais, e foi praticado como esporte recreativo em varios jogos olimpicos e paralimpicos até 1999 em Mexico aos jogos panamericanos.

Após o sucesso que obteve naquela ocasiao, o showdown começou a ser praticado em quase todos os continentes: mais que 30 paises pegaram contato com o IBSA ( International blind sport association) para conseguir informações quanto a este esporte e todas as suas carateristicas. Hoje em dia, muitos desses paises realizam campionatos nacionais, e além disso existe o campionato europeio e mundial.

Para praticar o showdown é suficiente utilizar um quarto do tamanho daqueles usados pra conferéncias ou aulas, e do ponto de vista do ambiente não requer muita manutenção. O custo maior, obviamente, é o equipamento. Esse é composto por:

  • A mesa especificamente planejada;
  • Duas raquetes, uma pra cada jogador;
  • A bola especial, que contém no interior pequenhas bolinhas de aço que sempre produzem um som indicando onde a bola se encontra;
  • As luvas, pra proteger as mãos que vao segurar a raquete e bater a bola;
  • As mascaras escuras pra proteger e vendar os olhos.
A mesa, em linguajar técnico do jogo chamada campo, é retangular, com os dois lados curtos de forma circular para encaixar o buraco que contem a rede marcação do goal. é cumprido 3,65 m, largo 1,22 m e alto 78 cm. Ao longo dos lados cumpridos, ha uma borda alta 14 cm na qual a bola tem que bater durante o jogo. A rede, ou porta pra marcação de goal, é larga 30 cm. Exatamente no centro da mesa, tem uma tela em plexiglass que divide a area de jogo em duas partes iguais, uma pra cada jogador. Entre a tela e a superfice da mesa, tem um espaço de 10 cm pra bola passar e sempre rolar durante todo o jogo. A cerca 1 cm da rede, tem uma faixa de forma semi-circular, que determina o ponto além do qual o jogador não pode segurar a bola com a raquete e arruma-la para puxa-la novamente contra o adversario e tentar o goal.

Normalmente, cada pais tem a sua fabrica de mesas, raquetes e luvas. Por outro lado, as bolas são construidas e vendidas somente na Suecia. é claro que, pra quem quiser começar com uma empresa desse tipo, a federação internacional vai dar todas as informações necessarias.

A mais grande esperança para o futuro é que o showdown seja incluido nos jogos paralimpicos. A federação internacional de esporte para cegos continua encorajando o desenvolvimento de competições, campionatos e torneios amigaveis, em cada pais onde se pratica e a divulgação desse esporte, de um modo que seja conhecido em todos os continentes.

Para começar a atividade, primeiro tem que pegar contato com a federação internacional (IBSA), que vai fornecer todas as informações logisticas necessarias. Depois, além obviamente dos atletas, é preciso de um técnico e de um arbitro possivelmente videntes, que terao necessariamente que frequentar um curso com a federação e superar uma prova pra se tornar idoneos.

Site do IBSA em inglés:

http://www.ibsasport.org/