Oliveiros Barone Castro: Instrumento de avaliação de mobilidade urbana e percepção auditiva

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Instrumento de avaliação de mobilidade urbana e percepção auditiva para usuários de cães guia. (podendo ser aplicado em usuários de bengala)

Oliveiros Barone Castro

INTRODUÇÃO:

O procedimento de mobilidade urbana para usuários de cães guia depende de seus sentidos remanescentes, sendo que a audição é de fundamental importância.

Ocorre que as Instituições que treinam cães guia não se preocupam em avaliar como está a qualidade da audição do usuário.

Nesse sentido, foi elaborado um instrumento de avaliação e aplicado em usuários de cães guia onde, além das questões técnicas de uso do cão e da mobilidade;

a percepção auditiva de cada indivíduo foi o foco da pesquisa.

A avaliação da percepção auditiva priorizou momentos considerados críticos da mobilidade urbana.

OBJETIVO: Aplicar Instrumento de Avaliação de Mobilidade e Percepção Auditiva para duplas usuário/cão.

PÚBLICO ALVO: Pessoas cegas e com baixa visão usuárias de cães guia.

MÉTODO: O Instrumento foi aplicado individualmente em 6 sujeitos;

4 pessoas cegas e 2 com baixa visão, 1 do sexo feminino e 5 masculino com idades entre 27 e 42 anos;

5 relataram retinose pigmentar e 1 descolamento de retina como causa da deficiência;

Todos fizeram curso de Orientação e Mobilidade e foram usuários de bengala de 3 a 13 anos antes de receberem o cão guia.

A pesquisa avaliou usuários que formaram dupla com seus cães guia há mais de dois anos e estão habituados a transitar em meio urbano.

O instrumento foi aplicado no mesmo circuito urbano com duração total de duas horas cada.

A avaliação teve como foco principal a qualidade da percepção auditiva de cada sujeito no que se refere a sua: Localização: compreensão sensorial e referencial de onde está;

Discernimento: uso da percepção sensorial das informações captadas do ambiente para sua referenciação;

Apreciação: análise e organização mental das informações captadas através das sensações referenciais conhecidas;

Escolha: seleção e escolha das informações mais relevantes de orientação;

Planificação: determinar o roteiro a partir das bases anteriores;

Determinação Atitudinal: execução da mobilidade.

A avaliação da percepção auditiva para esses itens constam no instrumento aqui referido.

RESULTADOS: Observou-se que os sujeitos que apresentaram melhor desempenho ao se utilizarem da percepção auditiva ao avaliar adequadamente as situações consideradas críticas ou de risco, se saíram melhor no processo de mobilidade do que aqueles que apresentaram certa dificuldade nesses momentos, demostrando insegurança e dúvida antes de tomarem uma atitude, principalmente ao se depararem com travessias de vias em cruzamentos com e sem semáforos, com e sem faixas de pedestres.

Também apresentaram melhor desempenho e mais segurança ao caminharem em calçadas e ambientes externos e internos, com um ritmo de caminhada relativamente mais rápido.

CONCLUSÃO Aqueles sujeitos que não apresentaram problemas significativos na percepção auditiva, tem melhor desempenho em todo o processo de mobilidade Já aqueles que apresentaram relativa dificuldade em momentos específicos no que se refere a percepção auditiva, apresentaram maior dificuldade, principalmente em travessia de cruzamentos de vias públicas.

Conclui-se que, nos casos estudados observa-se que a percepção auditiva influencia diretamente a qualidade da mobilidade de pessoas que se utilizam cão guia.